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Quanto cobrar na consulta particular?

Preço de consulta não se define pela média da cidade, se define pelo problema que você resolve e pra quem. Cobrar pela hora te prende à lógica do convênio com outro número. Cobrar pelo valor exige clareza de posicionamento, quem é seu paciente, que transformação você entrega e por que você e não o colega da esquina. Sem isso, qualquer preço parece caro.

A pergunta chega sempre no formato errado: "quanto a cidade paga?". Essa pergunta te faz commodity: se a referência é a média local, o paciente decide por preço, e na disputa por preço sempre existe alguém mais barato, inclusive a teleconsulta de plataforma.

Os três modelos de precificação, do pior ao melhor

  • Preço por imitação. Cobrar o que o colega cobra. Herda o posicionamento de quem você copiou, sem herdar a reputação que sustenta o número dele.
  • Preço por hora. Calcular custo da hora e somar margem. Melhor que imitação, mas mantém a lógica do convênio: você continua vendendo tempo, e tempo tem teto físico.
  • Preço por valor. O que custa, pro SEU paciente, o problema que você resolve? Anos de sono ruim, peso que não cede, ansiedade tratada em cinco consultórios sem resposta têm custo altíssimo em vida, trabalho e dinheiro já gasto. Quem resolve isso de verdade não compete com a consulta média da cidade, porque não vende o mesmo produto.

O que sustenta preço não é coragem, é congruência

Subir o número na tabela sem mudar mais nada só aumenta a taxa de "vou pensar". O preço se sustenta quando todo o resto conta a mesma história: seu posicionamento diz claramente quem você atende e o que resolve, seu conteúdo demonstra profundidade antes da primeira consulta, sua jornada de atendimento entrega uma experiência diferente da consulta de dez minutos que o paciente conhece. O paciente não paga mais pela mesma coisa: paga por outra coisa, visivelmente outra.

O erro dos dois extremos

Cobrar barato "pra encher agenda" atrai o paciente que escolhe por preço, que é o que menos adere, mais falta e primeiro troca. Cobrar caro sem autoridade construída atrai ninguém. O caminho é construir a percepção de valor primeiro, com presença, conteúdo e resultado documentado dentro do que o CFM permite, e deixar o preço subir como consequência. Preço é a nota fiscal do seu posicionamento: ele só sobe sustentado se o posicionamento subiu antes.

Dr. Diego Rios

Dr. Diego Rios · CRM-PI 8347

Médico em atividade, cinco pós-graduações, 400 mil seguidores construídos com método. Criador do programa Médico Referência.

O problema não é a sua medicina. É que o paciente certo não te encontra.

Competência sem visibilidade vira plantão e tabela de convênio: renda que não corrige, agenda que não enche com o paciente certo. Autoridade se constrói com método, dentro das regras do CFM, e é isso que eu ensino, porque foi isso que eu fiz.

Dr. Diego Rios, CRM-PI 8347

Conteúdo educativo para médicos. Não substitui consultoria individual nem define conduta clínica; decisões de tratamento são sempre do médico assistente diante do paciente.